terça-feira, 6 de maio de 2014

Vim falar de saudade

Não interessa, mas fiquei chateada com a condição que você estabelece para sentir ou não minha falta. Estamos os dois secos um com o outro e nem por isso eu deixo de, antes de dormir, fechar os olhos e reproduzir na minha mente as vezes que te vi e a tua voz.
Olha, não foi isso que eu imaginei que aconteceria. Nossas distâncias ficaram tão maiores sem que pudéssemos dar nenhum passo à frente. Só para trás. E eu, às vezes, engano o orgulho e tento dar uma corridinha para lhe alcançar e você corre no mesmo sentido e me esgota e me faz querer desistir. Tudo é tão simples: você me chama, eu vou. Você vem e eu lhe recebo com maior satisfação, carinho e amor. Mas você não vem e nem me chama.
Você desistiu não foi?
Quando foi que isso virou platônico?
Será que um dia você deixará de fazer falta?
Eu não sou um exemplo em autoestima, mas pensei que você me entenderia e que estaria tudo bem, já que você diz não mudar por ninguém. (Sim, eu imagino tanta coisa que pensei até nisso como desculpa pro seu abandono.)
Fala comigo! Não esquece que não tenho amizades masculinas, que esse lugar é seu e que eu preciso daquilo que você me ofereceu primeiro: amizade.

domingo, 27 de abril de 2014

Quando eu penso em você, não são beijos, abraços, olhares e toques que eu imagino. Não tive isso o suficiente para recordar depois de tanto tempo. Eu tenho a memória fraca, lembra?
O que me marcou foi a sua voz grave com um esforço enorme para não mostrar sotaque, o seu senso de humor, sua implicância, a atenção que me dava. Parecia até que eu era única, que eu tinha algo diferente das outras, que eu era suportável a longo prazo. O que me vem à cabeça quando eu leio ou escuto o seu nome é o seu jeito autoexplicativo das nossas primeiras conversar, sua moral em relação aos amigos e ao futebol, as madrugadas que passamos em claro conversando sobre nada e as que conversamos sobre nós, o jeito como você me deixava leve pra dormir e acordar. E eu ainda vou lembrar dessa saudade por muito tempo, porque você significa um amor na minha vida.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Queria ser covarde e chegar a conclusão alguma. Estimular a imaginação alheia e nem ligar. Eu queria não me importar com o que acham para evitar qualquer risco de achar. Guardar meus sentimentos de mim mesma, não me importar comigo e não me resolver. Era aqui/assim mesmo que eu gostaria de ficar. Eu queria esquecer tudo que eu falei, voltar atrás, desistir, largar. Eu queria a zona de conforto do enigma, ser procurada e ser fria.
Meu Deus, o que eu disse?
Eu só queria ser outro personagem nessa história complicada.
Esquece tudo!

sábado, 19 de abril de 2014

Você, com certeza, não imagina o quanto tenho escrito. A tristeza transborda no papel. A imaginação se descontrola e me governa e que saudade de nós dois!

domingo, 13 de abril de 2014

Batendo o ponto da insônia mais uma vez.

Peguei-me querendo chamar sua atenção e tratei de parar logo com a intenção, porque eu nunca precisei disso para que você me enxergasse.
"O que tiver de acontecer vai acontecer no seu tempo".
Tempo esgotado!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Eu me reprimi e escondi de mim qualquer sentimento daquela lista que alerta perigo. Qualquer sinal e eu fujo!
Até que você encontrou, bem escondidinho, o meu amor e, tão jeitoso, cativou, que eu me atrevi a colocar em suas mãos e me despreocupar.
Se você quiser, pode cuidar, só não deixa derramar nem evaporar. De onde veio esse aí não tem mais nada.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Convite

Uma vida sustentada por distâncias não pode ser completa.
Você é sonho de sesta, é distração da aula mais importante, é suspiro em fila de banco, sorrisos no horário de trabalho, inquietação durante as noites, é carinho acumulado.
Eu quero ultrapassar esse limite que vai até o som da sua voz. Eu quero ter certezas sobre nós, cansar você com meus gestos e caretas, tirar-lhe o fôlego com minha falta de atenção e oferecer meu abraço como refúgio.
Quero o fim desses ciúmes das suas palavras e ser algo bom pra contar e viver. Só chega mais pra cá!

domingo, 6 de abril de 2014

Eu acordei do seu lado e levei tempo para acreditar. Levantei para ver tudo de pé e observei o quarto, observei você dormindo pesado, despreocupado. Aí dancei na frente do espelho como se comemorasse e ri muito de forma muda para não lhe incomodar. Mas já era quase meio dia e você acordou com o barulho que eu fiz quando tropecei nos sapatos que deixei largados no meio do quarto. Voltei para a cama e conversamos em silêncio por alguns minutos. Eu nunca me senti tão segura e completa. O jeito que você me olhou e a sensação do seu abraço não têm descrição. Até que uma música começou a tocar e antes que você terminasse de dizer o meu nome eu acordei novamente. Precisava trabalhar.