Sempre ouvi que o mais importante era ser alguém, conquistar o que eu quisesse e que namoraria só depois da faculdade. Eis que as palavras de mãe, tia e avó têm um poder inacreditável sobre o futuro de uma pessoa. Queria conhecer meu pai, ter minha mãe e minha tia ao mesmo tempo, parar de brigar com minha irmã, poder ir à praia todos os dias.Esses eram os grandes sonhos da garotinha.
Conforme fui crescendo, não tinha em mente um relacionamento, nem ao menos passava pela minha cabeça dar um primeiro beijo. Eu queria era chegar à tal faculdade, conhecer gente engraçada, irônica, simpática e sensível. Eis que consegui amigas. Grandes amigas. Muitas amigas. E vivemos tantas coisas bacanas e inesquecíveis juntas. Todas juntas. E claro, me apaixonei. Nem deu certo e eu deveria saber. Voinha sempre falou que homem não prestava, que por suas mentes só passavam safadezas. A frase dela é: "não acredite em prova de amor." Sempre fui obediente, embora minhas vontades fossem as mais desobedientes possíveis. Mas eu fui desobediente, teimosa, insistente. Eu quis gostar e não deu certo. Gostei demais. E parei de gostar quando lembrei que homem não prestava e que eu deveria ser alguém antes. E algumas vezes gostei. Gostei demais. Chorei demais. Esqueci. Encontrei um outro alguém pra gostar. E chorei. Minha ultima paixão resultou em decepção novamente. Não sei se decepção seria a palavra certa, mas eu não encontro na minha mente vagarosa , a essa hora uma palavra melhor. Senti tudo outra vez. Ele queria. Eu queria. Mas, como um piscar de olhos, não queria mais. Foi doloroso e angustiante. Mas eu sabia que não deveria, que não poderia. Mas o tal masoquismo me induz à vontades que eu não deveria. Eis que quebrei a cara mais uma vez e estou à procura de um outro alguém pra me fazer apaixonar e desapaixonar. Vai entender ...
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