quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pior do que agredir é calar. Machuca muito mais...

Platônico


O que me motiva é poder admirar sua chegada, seu jeito de sorrir, de andar, de segurar o caderno e a última olhadinha tímida quando passa pela última coluna antes da porta. Passar e não olhar, mas sentir que você está me olhando. Não sei porque. Não sei com que intenção, não sei se me olha mesmo. Estou a ponto de saber mais do que eu necessito pra te admirar. Estou, quem sabe, atingindo o limite para deixar de ser platônico. Eu tenho medo. Medo não, é uma frustração por não saber o que vai acontecer. Será que saber o seu nome pode mudar alguma coisa?
ENCONTRO-ME DIVIDIDA! 
O meu desejo é que você continue platônico, porque se você não for tudo o que eu imagino que você seja, se você não for engraçado, sensível, capaz de me emocionar com poucas palavras ou pequenos gestos, de me fazer sorrir por uma piada besta, eu ficarei profundamente aborrecida, decepcionada, triste, chateada, me sentindo incapaz de merecer alguém assim. 
Ao mesmo tempo, o meu desejo é derrubar de vez esse troço que nos separa. Que você me perceba no mundo. Que eu te agrade pelo detalhe mais tolo do meu ser. Poder conhecer suas fraquezas, suas virtudes, precisar de você, imaginar sua voz antes de dormir, durante a aula, na hora do almoço... Ouvir uma música e associá-la a alguma coisa que aconteceu entre nós, pensar no meu nome com o seu sobrenome e nos nomes dos nossos filhos, na decoração da nossa sala...
Ah, meu Deus! Eu sei que alguma coisa vai mudar, só queria que fosse pra melhor. Porque né... 



Dica de música: Estar en tu mundo_Reik

domingo, 25 de setembro de 2011


O bom do final de semana é poder acordar tarde, ter fome e não ter coragem para ir cozinhar, passar o dia deitada, olhando pro pc sem ter com quem conversar, olhar pro teto e imaginar coisas. Pensar na vida, rever os desejos, os sonhos. Pensar na sorte, no acaso, no destino...
Refazer na mente a lista dos que importam, dos que se importam e dos que devem ser descartados.
Fazer planos pra daqui 10 anos e rir por pensar que todos os dias são mistério.
Final de semana é pra sentir saudade, refletir sobre os erros, reclamar da vida, sentir carência, solidão...
É pra colocar todas as tarefas da semana em atraso, rever os amigos, festejar. Ligar pra família, lamentar a saudade, pedir a Deus as coisas mais urgentes... rezar para que a semana passe logo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011


Ei, você  nem imagina quantas vezes eu olhei suas fotos hoje. Nem sabe o quanto eu sorrio enquanto reproduzo na minha memória a única cena em que atuamos juntos. Foram tão poucas palavras, foram alguns sorrisos, gestos atrapalhados...
Eu sei que poderia ter sido diferente, bem diferente, a gente poderia ter tido mais contato, eu ia lhe conhecer melhor e você a mim. Nós poderíamos até ser amigos. Eu fui boba(eu sempre sou), mas, se eu pudesse, não mudaria nada do nosso encontro. Porque, talvez, hoje eu nem pensaria tanto em você e não teria graça...
Eu te imagino engraçado, inteligente, simples... perfeito.
Já imaginou se você me surpreende um dia falando que pensou em mim, na forma como nos conhecemos e também riu? Será que você tem curiosidades sobre mim na mesma intensidade em que eu procuro te conhecer através das fotos e das pequenas pistas de personalidade que você vai deixando? (As respostas são NÃOs bem grandes)

Embora eu tenha curiosidade em relação ao que poderia ter rolado ou estar rolando, eu não toco na história.Eu não vou mentir, dizendo que não queria ter o seu telefone, msn, saber da sua rotina, das coisas que lhe deixam bem e lhe ajudar com os problemas, ser importante pra você ou pelo menos alguém na sua vida. Eu queria. Mas essa história é encantadora assim. É agradável admirar uma pessoa, ter ela perfeita para ver, sem que ela saiba que está sendo vista.
Eu não estou em um momento adequado para isso, mas serviu  para me fazer esquecer muitas coisas ruins, como amores fracassados. Serviu para me distrair e amenizar possíveis dores.



Grata.

Eu nem estava com vontade de escrever. Mas não quero ir dormir pra não ter que pensar nas coisas em que penso todas as noites. Pra não tentar adivinhar o que o destino guarda pra mim, não ficar meio animada com as coisas boas que podem acontecer. Eu tenho medo de idealizar e depois quebrar a cara. E isso não é um erro.
Morro de vontade de um dia acordar e ser alguém sem dúvidas, uma pessoa que faz o que quer, porque sabe que é o certo e se não der certo, vai saber o que fazer. Alguém que ama e que permite que a amem.
Isso não é loucura. É?

quinta-feira, 16 de junho de 2011




Depois de tanto ver a vida,de acompanhar os acasos que trazem felicidades indescritíveis, a sorte que algumas pessoas têm... Eu percebo que é como me diziam: "Vai ser certinha e no futuro, verá que não viveu nada." Eu vivi muito. Vi muito. Senti muito. Mas agora esse muito é quase nada. Falta emoção. Falta sentimento. Falta mistério, amor e mais uma lista histórica de coisas.
O que eu acho de mim não interessa. Não deveria interessar. A opinião do outro deveria ter mais dez centavos de chance. Mas o pessimismo e a baixa auto estima não me deixam ao menos esquecer minha opinião sobre mim. Não é possível aceitar a opinião alheia, quando a sua é mais forte.
Tem momentos em que o certo parece ser o perigo. Arriscar. Fazer o que der vontade. Mas eu já faço tanto isso. Já me permito tanto. Faço tudo o que eu quero e o que eu não quero eu evito, evito mesmo, pra depois não ficar de arrependimento besta. Posso ser a chata, a limitada aos olhos dos outros, mas eu sei onde me cabe, sei o que eu gosto e o que eu faria.
Eu sei(todos sabem) muito bem do que eu preciso. Mas enquanto esse pessimismo não passar, nada vai mudar. Vou continuar sendo a menina engraçada que sai pras festas, vê tudo acontecendo com os outros, bebe pra não se sentir abandonada e vai pra casa com a sandália na mão.

sexta-feira, 29 de abril de 2011



Ai que vontade de ser surpreendida. De me impressionar com alguém que nem queira causar esse efeito em mim. Ser algo diferente para alguém e perceber isso e me envergonhar....
A vida vai passando tão depressa, que parece que foi um dia desses... Mas eu nem lembro mais...
Então destino, já está mais do que na hora de me surpreender hein?hein? Eu não estou fazendo nada demais. Estou naquela rotina e estou começando a achar sem graça essa vida que levo. Aliás... estou começando a achar que isso nem chega a ser vida. Eu preciso de emoção, de inovação. Alguém novo, mesmo. Que me faça rir só por estar me olhando e que, ao primeiro contato, diga algo que eu nunca poderia imaginar. Que se apegue logo e me faça apegar tão mais depressa. Que se importe e queira estar por perto por um bom tempo!
Ah...

A claridade. Leite com achocolatado. A música no meu pensamento. Pessoas sorrindo sozinhas, sorrindo pra mim, sorrindo. Atenção. Saúde. Dinheiro no bolso. Consideração. Carinho. Lembranças. Saudades. Amor...
Nós agradecemos pelas coisas importantes que temos?
Eu deixo passar e vou reclamando por aí da rotina que tenho, dos imprevistos que me atrapalham na hora de seguir a velha rotina. E deixo em segundo plano o fato de estar viva e poder estar com as pessoas que mais me fariam falta nessa vida. Mas o que eu quero é agradecer, agradecer e agradecer.
Paciência comigo, galera. Eu os amo.

sábado, 19 de março de 2011



Decidi que quero experimentar. Que devo me dar a chance de optar pelo que me chama, pelo que me tenta. Afinal, os erros estão aí para isso. Quero sentir tudo o que tenho direito. Pode ser que não seja tudo tão bom sempre, mas valerá a pena desde que eu aja consciente. Uma hora o medo tem que dar espaço para a coragem. Senão, nada feito.